Arquivo mensal: agosto 2012

14 MESES…

Olá!

Desta vez eu não escrevi no dia 24, como faço todo mês desde a partida do Igor…

O motivo foi meio óbvio, estou em um momento muito íntimo e delicado comigo mesma, numa descoberta e aceitação tão necessária.

Parei de ficar brigando com a dor, de ficar tentando fazê-la ir embora, parei de afrontá-la… Abri as portas da minha alma para ela e disse: “Ok, você venceu, pode entrar e ficar a vontade…”

Foi a forma que encontrei para aprender a conhecê-la melhor, deixando ela chegar e se instalar, já que veio para ficar… Claro que a dor não vem sozinha, ela anda em grupo e trouxe amigos inseparáveis…

Sofrimento, solidão, saudade, culpa, medo, vazio, insegurança, desesperança e tristeza, muita tristeza…

Alguns desses “amigos da dor” não ficam o tempo todo. A culpa por exemplo só aparece de vez em quando  e a desesperança as vezes é expulsa pela esperança, mas elas se revezam com muita rapidez. Assim que abri as portas da minha vida para dor, descobri que ela se torna companheira inseparável e você só pode conviver com ela se permitir que ela ande ao seu lado enquanto você vive o dia a dia. E foi isso que eu fiz…

Mas esse processo é estranho e te faz ver que você faz parte de um mundo paralelo e que 99,9% do seu ciclo de amizade não pertence a ele, então você tem duas opções: Se torna uma pessoa insuportável que compara os mundos a todo instante, até por que não pode fugir… As crianças abraçam seus pais em todo lugar… Ou faz o possível para sobreviver escondendo sua dor e sorrindo por fora…

Eu escolhi a segunda opção, mas não sei se faço certo…

Considero um grande passo aceitar a dor, conviver com ela, mas descobri também que preciso me respeitar e quando se decide isso, não agradamos a todos… Enfim, definitivamente só poderá entender isso quem passa por esse processo, ninguém mais…

Eu ainda procuro um lugar para acomodar tudo isso dentro de mim, ainda luto contra imagens e sons que estão mais vivos do que nunca em minhas lembranças…

O processo é longo e  não estou nem no começo do caminho…

Um abraço muito forte  e meu agradecimento a todas as mães órfãs de seus filhos que entram em contato comigo, a toda minha família e amigos que não sabem, mas me carregam no colo, a DEUS e a meu amado marido, que divide comigo tão pesado fardo…

1 ano e 2 meses sem você Igor..

Te amo para sempre!

Mamãe Paula

@Hypnosemakes

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